Mário Ramos, astrônomo amador português que já registrou 15 eclipses solares, viajou 52 horas de trem transiberiano até Nova Sibírske, na Sibéria, para assistir ao eclipse total de 2026. Seu relato traz detalhes sobre a preparação, as sensações durante o fenômeno e orientações práticas para quem pretende vivê‑lo.
Quem são os umbrófilos e por que buscam eclipses
O termo “umbrófilo” combina o latim umbra (sombra) e o grego philos (afeto), designando quem tem afinidade pela sombra. No contexto da astronomia, refere‑se a quem viaja ao redor do mundo em busca de eclipses solares ou lunares. Para esses observadores, o eclipse vai além da simples observação do sol; envolve mudanças de temperatura, comportamento animal e reações humanas que tornam o momento singular.
Relato de viagem: 52 horas até a Sibéria
Rumo ao norte, Ramos partiu de Moscovo e, após duas dias de trem, chegou a Nova Sibírske às 18 h, com 30 °C. O grupo ficou hospedado em um hotel onde, apesar de um caso de gastroenterite, todos puderam observar o eclipse a partir da piscina do estabelecimento. O autor destaca que, durante a totalidade, a temperatura pode cair cerca de 10 °C – como observou no Egito – e recomenda levar um casaco leve.
Dicas práticas para observar o eclipse total
Segurança ocular é a prioridade: usar óculos certificados com filtro solar adequado, verificar a integridade das lentes e limitar a exposição direta ao sol a 10‑15 segundos. Durante a fase de totalidade, os óculos podem ser retirados para observar a coroa solar a olho nu. Além disso, observar as sombras deformadas, o comportamento de animais e a reação das pessoas ao redor enriquece a experiência.
Leve um casaco de malha ou um suéter leve, pois a queda de temperatura pode ser perceptível mesmo em regiões onde o clima está quente antes do eclipse.
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