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Caderno Craft/Hotelaria

Sevilla amplia sua rede de hotéis cinco estrelas e se aproxima de Florência

Até 2028 a capital andense terá mais de vinte estabelecimentos de luxo, elevando a capacidade de camas e reduzindo a diferença com cidades como Florência e Lisboa.

Fachada branca do Hotel Alfonso XIII com portão de pedra, pátio de colunas, entrada moderna de hotel e uma concierge abrindo a porta, sob céu azul matinal

Sevilla vai superar a marca de vinte hotéis cinco estrelas até 2028, com a chegada de marcas internacionais como Four Seasons, Marriott, Thompson e Kimpton, aproximando‑se da capacidade de camas de cidades como Florência.

Crescimento da oferta de hotéis cinco estrelas

Em 2026 a cidade conta com dezesseis estabelecimentos de luxo, somando 1.412 quartos. Seis novas aberturas previstas para os próximos anos elevarão esse número para 1.926 quartos, distribuídos em mais de vinte hotéis cinco estrelas.

Os projetos em andamento incluem o Hotel Vera Sevilla (210 quartos, operado pela The Luxury Collection de Marriott), La Gavidia (101 quartos, Thompson), Serras (43 quartos), o convento de San Agustín (mais de 80 quartos, Kimpton), Four Seasons no Edifício Generali (60 quartos) e Felipe V (18 quartos, Kaizen).

Comparação com destinos europeus

Florência, referência de turismo de luxo, deve alcançar entre 30 e 35 hotéis cinco estrelas até 2028, com cerca de 1.800 quartos. Sevilla, com menos estabelecimentos (cerca de 20), chegará a um volume total de camas semelhante, graças a projetos de grande porte.

Lisboa, com 28 a 32 hotéis cinco estrelas, manterá uma capacidade superior (3.500‑4.000 quartos), enquanto Veneza apresentará ainda mais estabelecimentos e quartos. Assim, a expansão de Sevilla reduz a diferença histórica com essas cidades, especialmente em termos de porcentagem de oferta de luxo.

Impacto no turismo e no patrimônio

Os investimentos em hotéis de alto padrão estão ligados à requalificação de edifícios históricos, conventos e fábricas abandonadas. Projetos como o do convento de San Agustín (Kimpton) ou o complexo de Vera Sevilla demonstram como o setor privado contribui para a conservação do patrimônio arquitetônico de Sevilla.

O aumento da oferta de luxo responde ao crescimento de visitantes asiáticos e norte‑americanos, que representam os principais mercados emissores. A projeção indica que, em 2028, a participação dos hotéis cinco estrelas no total de quartos de Sevilla passará de pouco mais de 10 % para cerca de 12 %.


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